ESCOLA M. OTAVIO SOARES

PONTE NOVA, MINAS GERAIS
A escola foi criada para oferecer o ensino de 1ª à 5ª ANO do Ensino Fundamental, pelo Decreto nº 2.208 de 14/02/46, publicado no MG de 15/02/46 e, inaugurado em 21/04/46, com o nome de “Grupo Escolar Otávio Soares”, pelo Exmo. Sr. Luiz Martins Soares, DD. Secretário do Interior do Estado de Minas Gerias. A Prefeitura Municipal de Ponte Nova, pela Lei nº 918 de 02/05/72, publicada no Jornal do Povo de 14/05/72, doou ao estado, o prédio e o terreno, numa área total de 2.184,60m². Em 31/08/80, no governo do Dr. Francelino Pereira dos Santos, DD. Governador do Estado de Minas Gerais foi inaugurado um novo prédio, situado à Praça Getúlio Vargas, nº 38, Centro, Ponte Nova, MG. Em 1998, o Grupo Escolar “Otávio Soares”, passou a denominar-se Escola Municipal “Otávio Soares”, de acordo com Resolução nº 8.737/97, publicada no Minas Gerias de 17/02/98. A Escola Municipal Otávio Soares atende alunos dos cinco primeiros anos do Ensino Fundamental.

quinta-feira, 21 de julho de 2016


Visitando a OAB

Alunos do 3º ano - turno da manhã visitaram a exposição da transição histórica de Ponte Nova.

OS PRIMEIROS HABITANTES
Certamente, foram os índios aimorés e puris os primeiros habitantes da região onde hoje estão situados Ponte Nova e municípios vizinhos.
Os aimorés, em maior número na época das primeiras incursões do homem branco, eram também conhecidos como botocudos, apelido derivado do uso, que eles faziam, de botoques. Estes acessórios eram peças arredondadas, as vezes até de grandes dimensões, que fixavam nos lóbulos das orelhas e nos lábios, conferindo-lhes uma aparência particularmente assustadora.
Os botocudos também se caracterizavam por sua bárbara violência. Em várias citações consta que esses indígenas tinham o costume da antropofagia, atacando impiedosamente quer uma aldeia dos puris ou dos goitacases, seus adversários tradicionais, quer uma caravana de viajantes ou, mesmo, as fazendas dos colonizadores, destruindo, com fogo, tudo o que encontravam em seu caminho; depois se regalavam, em lautas cerimônias andrófagas, com seus prisioneiros.
O botocudo é citado na Enciclopédia Delta Universal como sendo "o nome de vários grupos indígenas brasileiros de línguas diferentes, pertencentes ao tronco Macro-Jê, que no século XVI habitavam as costas das capitanias hereditárias de Ilhéus e Porto Seguro, possivelmente vindos do interior. Alguns destes grupos sobreviveram até o século XX nas matas localizadas entre o rio Jeguitinhonha e o vale do rio Doce, nos Estados da Bahia, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Os remanescentes dos grupos dos rios Mucuri e Jequitinhonha foram reunidos na missão de Itambacuri, em Minas Gerais, e ai desapareceram. Os grupos do rio Doce, pacificados em 1911, foram recolhidos a postos situados no Espírito Santo e em Minas Gerais. Os botocudos são também chamados aimorés, boruns ou guerens".
Aurélio Buarque de Hollanda afirma que botocudo é "indígena da tribo dos botocudos, de Minar Gerais, Espirito Santo e Bahia (Aimorés), a qual usava botoque, e cuia língua, antigamente considerada como Je, é hoje tida como isolada"
Os padres jesuítas já tentaram classificar os índios brasileiros, agrupando-os de acordo com a região que habitavam e a Língua usada por eles.
Inúmeros antropólogos vêm criando classificações diversas, todas, entretanto, tendo como base a lingüistica e desconsiderando, quase que por completo, as demais características culturais.
A grande diversidade dessas características, com certeza, impede que o trabalho de classificação do indígena do Brasil seja concluído de forma mais ampla e cientifica.
Atualmente, considera-se a classificação do professor Aryon Dall'Igna Rodrigues como uma das mais completas.
O estudo do professor Dall'Igna também utiliza os princípios lingüisticos e estabelece seis grupos ou troncos. O tronco Macro-Jê, ao qual pertencem os botocudos, ou aimorés, é subdividido em cinco famílias:
"Família Jêr Família Maxacali: Língua dos Maxacali, Família Fulnio: Língua dos Fulnio; Família Bororó: Língua dos Bororó Língua não classificada em família: Língua dos Karajá"
. Todos os narradores que acompanhavam as Entradas e as Bandeiras e tinham a desventura de encontrar os botocudos deixaram registradas a violência e a agressividade desses indígenas. Mesmo o intrépido bandeirante, enfrentando com coragem e determinação toda espécie de perigos, de quando em vez alterava o trajeto a ser percorrido para evitar o encontro com esses aborígenes.
Vários historiadores também citam violentos ataques dos botocudos. O cônego Raimundo Trindade, falando sobre a instalação de uma paróquia em Abre Campo (MG), cita os botocudos: "Dom Frei João da Cruz, por provisão de 15 de outubro criou ali (Abre Campo) uma freguesia com título de Santa Ana e Senhora do Rosário da Casa da Casca. Esta paróquia, no entanto, não pode manter-se por muito tempo, em razão sobretudo de haver sido quatro ou cinco vezes atacada e uma literalmente arrasada a fogo pelo selvagem botocudo".
Em uma petição para instalar esta mesma freguesia, José do Valle Vieira argumenta"... que elle suplicante e os mais moradores do mesmo Arrayal e Rossas Vizinhas estão nescessitando de quem lhe administre os Sacramentos da Igreja e lhes dê o pasto Spiritual, havendo dahi grande distância e difficuldades de caminhos para as Igrejas de S.José da Barra e Furquim, como são serras muito ásperas para passar, e perigosas, e infestadas de Gentio Brabo."
Na provisão de D. Frei João da Cruz citada anteriormente, o trecho:".. e que tendo elles suplicantes várias vezes procurado sacerdote para lhe confessar a custa de suas Fazendas, todos se escusaram com o temor do caminho, e gentio...", também ilustra o humor dos índios, no caso os botocudos, abundantes na região.

fonte de pesquisa : http://www.pontenet.com.br/pontenova/historia.html











 

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